
Com o tempo livre e a forte presença de turistas, crianças e adolescentes ficam mais expostos aos riscos.
A alta estação turística, reiniciada neste mês, deverá gerar uma ocupação hoteleira de 85% na Capital cearense. Além dos hotéis, as pousadas, flats e apartamentos alugados por temporada ficam repletos de turistas. Com a cidade lotada, especialistas reconhecem que as crianças e adolescentes ficam mais vulneráveis à exploração sexual, principalmente, em pontos turísticos.
Todos os meses, conforme dados da Secretaria de Direitos Humanos de Fortaleza, são realizadas blitze em restaurantes e bares localizados em áreas consideradas vulneráveis à exploração de crianças e adolescentes.
Conforme dados do Centro de Referência Especializado em Assistência Social (Creas) da Secretaria do Trabalho e Desenvolvimento Social (STDS), no ano passado, o órgão recebeu 79 denúncias de exploração sexual. Destas, 32 foram na alta estação, em janeiro. Neste ano, o Creas já contabiliza 36 ligações, sendo que nove denúncias foram feitas no mês de janeiro.
Segundo dados da Secretaria de Direitos Humanos de Fortaleza (SDH), de janeiro a junho deste ano, foram atendidas dez crianças e adolescentes vítimas de exploração sexual na Rede Aquarela, programa que ampara crianças e adolescentes abusados ou explorados. No ano passado, foram 14.
Realidade
Entretanto, conforme a titular da Coordenadoria da Criança e do Adolescente da SDH, Elisabeth Amaral, os números não refletem a realidade, pois, de acordo com ela, cerca de 60% dos meninos e meninas não reconhecem que estão sendo explorados sexualmente.
"Acho que, durante os períodos de alta estação, as crianças e adolescentes que circulam pelas ruas da Capital ficam mais vulneráveis, pois há um volume maior de pessoas na cidade, e esses locais acabam sendo fonte de exploração sexual", destaca Elisabeth. Por isso, conforme ela, na tentativa de mudar esse cenário, a SDH faz blitze educativas em bares, restaurantes e áreas onde há um grande fluxo de pessoas.
Elisabeth Amaral classifica a exploração sexual como a forma mais cruel de escravidão contemporânea e, em contrapartida, ressalta que o turista não é o único, nem o principal, vilão nesta história. Segundo ela, as pessoas mais próximas às vítimas e moradores do próprio bairro também fazem parte dessa rede de exploradores. "Atualmente, uma área da cidade que nos preocupa bastante é o Grade Bom Jardim. Lá, estamos realizando blitze mensais e reuniões para alertar a comunidade sobre a situação", diz.
Para Regiana Ferreira Nogueira, coordenadora do Creas, o trabalho de combate à exploração sexual é realizado, constantemente, pelos 60 educadores sociais que fazem parte do órgão, pois a situação não acontece apenas no período da alta estação. "Há uma situação de vulnerabilidade maior nas férias, pois as crianças e adolescentes ficam desocupados e, portanto, mais expostos nas ruas, mas não há nada que comprove que são mais explorados", diz.
Conforme dados do Centro de Referência Especializado em Assistência Social (Creas) da Secretaria do Trabalho e Desenvolvimento Social (STDS), no ano passado, o órgão recebeu 79 denúncias de exploração sexual. Destas, 32 foram na alta estação, em janeiro. Neste ano, o Creas já contabiliza 36 ligações, sendo que nove denúncias foram feitas no mês de janeiro.
Segundo dados da Secretaria de Direitos Humanos de Fortaleza (SDH), de janeiro a junho deste ano, foram atendidas dez crianças e adolescentes vítimas de exploração sexual na Rede Aquarela, programa que ampara crianças e adolescentes abusados ou explorados. No ano passado, foram 14.
Realidade
Entretanto, conforme a titular da Coordenadoria da Criança e do Adolescente da SDH, Elisabeth Amaral, os números não refletem a realidade, pois, de acordo com ela, cerca de 60% dos meninos e meninas não reconhecem que estão sendo explorados sexualmente.
"Acho que, durante os períodos de alta estação, as crianças e adolescentes que circulam pelas ruas da Capital ficam mais vulneráveis, pois há um volume maior de pessoas na cidade, e esses locais acabam sendo fonte de exploração sexual", destaca Elisabeth. Por isso, conforme ela, na tentativa de mudar esse cenário, a SDH faz blitze educativas em bares, restaurantes e áreas onde há um grande fluxo de pessoas.
Elisabeth Amaral classifica a exploração sexual como a forma mais cruel de escravidão contemporânea e, em contrapartida, ressalta que o turista não é o único, nem o principal, vilão nesta história. Segundo ela, as pessoas mais próximas às vítimas e moradores do próprio bairro também fazem parte dessa rede de exploradores. "Atualmente, uma área da cidade que nos preocupa bastante é o Grade Bom Jardim. Lá, estamos realizando blitze mensais e reuniões para alertar a comunidade sobre a situação", diz.
Para Regiana Ferreira Nogueira, coordenadora do Creas, o trabalho de combate à exploração sexual é realizado, constantemente, pelos 60 educadores sociais que fazem parte do órgão, pois a situação não acontece apenas no período da alta estação. "Há uma situação de vulnerabilidade maior nas férias, pois as crianças e adolescentes ficam desocupados e, portanto, mais expostos nas ruas, mas não há nada que comprove que são mais explorados", diz.