Paginas

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Corpo encontrado em cova rasa no Itaperi

Clique para Ampliar

A Polícia investiga se mais oito pessoas foram executadas pelos traficantes de drogas e enterradas no local

Um terreno baldio situado em uma ´invasão´ no bairro Itaperi pode estar sendo usado como cemitério clandestino por traficantes de drogas da região. Ontem, um cadáver foi encontrado em avançado estado de decomposição em uma cova rasa. Segundo a Polícia, pelo menos mais oito corpos podem ter sido enterrados no mesmo local.

A descoberta ocorreu depois que policiais militares do Serviço Reservado da 1ª Companhia do 6º BPM (Maraponga) receberam a informação de que um homem havia sido morto por conta de dívidas de drogas, mas seu corpo não havia sido encontrado. "Há um mês, estávamos em busca de informações sobre o paradeiro do homem, identificado apenas como Cristiano. Hoje, fomos informados que, há quatro dias, crianças tinham localizado algo que poderia ser partes de um corpo e viemos averiguar", contou o militar (identidade preservada).

Por volta das 16 horas, a equipe do Serviço de Inteligência e PMs do Ronda do Quarteirão chegaram ao local indicado, um terreno, situado no Conjunto Jana Barroso - uma ´invasão´ de terras - no bairro Itaperi. Depois de uma rápida busca, localizaram o corpo. Parte do cadáver, supostamente uma mão, estava exposta. A Polícia não sabe informar se cães ou crianças foram os responsáveis pela descoberta.

O corpo do sexo masculino estava enterrado em uma cova rasa de aproximadamente 60 centímetros de profundidade. Após a localização, uma guarnição do Corpo de Bombeiros Militar foi acionada e iniciou a escavação. Depois de mais de uma hora de trabalho dos bombeiros, o que restou do homem foi aparecendo. Conforme os policiais e bombeiros, a estimativa é de que há mais de um mês o cadáver estivesse ali.

A suspeita da Polícia é que o corpo seja do servente Cristiano Santos Sousa, 30, morador do bairro Parque Santa Rosa. Quase duas horas depois do início dos trabalhos de escavação, José Paixão de Sousa, irmão de Cristiano chegou ao local. "Meu irmão é usuário de drogas e está sumido há mais de um mês. Ele saiu de casa dizendo que ia vender o celular e não apareceu mais. Vim aqui para saber se é ele que está aí", disse.

Contudo, devido ao avançado estado de decomposição, José não pôde identificar se o cadáver era de seu irmão.

Perícia

A perita Sônia Silva, da Coordenadoria de Criminalística (CC), afirmou que, somente após o exame de necropsia, será possível saber qual a causa da morte.

Moradores do Conjunto disseram à reportagem ser "normal" ouvir barulhos de tiros no local. Conforme um homem, que pediu para não ser identificado, o terreno é usado por usuários e traficantes de drogas.